Irmã Maria Heloísa Helena Bento

Sou Irmã Maria Heloísa Helena, natural de Duque de Caxias – RJ. Meu despertar vocacional ocorreu no diálogo com o próprio Cristo, quando percebi que eu poderia dar para ele muito mais do que aquilo que eu estava dando, pois comecei a ver os andarilhos, os miseráveis que passavam pelas ruas, e comecei a sentir a sua dor. Afinal, “Tudo aquilo que fizerdes a um desses meus pequeninos é a mim que estarás fazendo” (Mateus 25:45).

Minha sensibilização para a questão do próximo se deu numa comunidade de leigos, onde morávamos com ex-moradores de rua. Lá, Deus se fazia amar na pessoa do próximo.

Conheci as Irmãs de Notre Dame através de uma entrevista radiofônica, da qual participava uma religiosa. Ela falava sobre o trabalho que desenvolveu na favela do Cantagalo. Naquele momento, vi a possibilidade de alimentar aquele Cristo que também tinha fome. Logo que pude, entrei no site da Congregação e escrevi para a equipe vocacional.

Pertencer a esta Congregação é a oportunidade que Deus está me dando de ser a providência na vida de tantas pessoas, ser aquela que leva o Cristo a tantos que necessitam da sua presença, pois, com as Irmãs de Notre Dame, pude conhecer favelas e fazendas terapêuticas, pude entrar em contato com os adolescentes católicos, o povo indígena, as presidiárias…

Sou muito grata ao bom Deus por confiar a mim a missão tão honrosa de servi-Lo.

Irmã Maria Lenice Rebelato

Sou Irmã Maria Lenice Rebelato, natural de Ibirubá – RS. Aos 13 anos, após ter lido histórias de pessoas que seguiram Jesus, ajudando o próximo, comecei a pensar em ser Irmã. Falei do desejo aos meus pais. Procuramos, então, as Irmãs de Notre Dame.

No ano seguinte, iniciei minha caminhada formativa.

Quando olho para trás, vejo que o apoio e o clima familiar me ajudaram a cultivar minha vocação. Costumávamos cantar hinos marianos e isso fez com que Maria estivesse bem presente em minha vida. Além disso, as histórias bíblicas, que meu pai contava, me faziam refletir sobre o sentido da vida.

Ao colocar minha vida a serviço do Reino de Deus, como Irmã de Notre Dame, fui direcionando-me para a missão educativa. Gostava muito de dar aulas, percebia que a educação é caminho para a transformação social e entusiasmava-me ao ver as crianças e os jovens voltarem-se para o cuidado da vida, para os gestos de fraternidade.

Atualmente, meu trabalho na educação continua através da Pastoral Vocacional. Sinto-me feliz ao ver os jovens assumirem sua vocação, respondendo “Sim” ao chamado que Jesus lhes faz, pois, a cada dia, Deus se revela de forma nova e me chama a ajudar os outros a também fazerem a Sua experiência, percebendo o quanto Ele os ama. Afinal, como dizia Santa Júlia: “O bom Deus é muito bom! Ele nos agracia ao chamar-nos a Seu santo serviço”.

Irmã Maria Diva Jacoby

Sou Irmã Maria Diva Jacoby, natural de Tapera – RS. Minha história vocacional se desenrolou à medida que fui percebendo o crescente clamor de tantos irmãos pobres, necessitados de pão e de sentido de vida. Isso inquietava meu coração e, creio, era Deus quem me pedia uma resposta.

Confiando profundamente em Deus, aos 19 anos, iniciei minha caminhada vocacional. Foi através da oração, do estudo e da vivência, que minha opção se fortificou e assumi as exigências e as alegrias da Vida Religiosa, feliz por buscar somente o que me une a Cristo, para, com Ele, colocar-me a serviço do seu Reino.

Na forte expressão de nosso carisma, quero anunciar que outro mundo é possível, através do trabalho e da missão que realizo na educação, juntamente às Irmãs de minha comunidade religiosa. Na Pastoral Escolar e na Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), através dos momentos celebrativos, nutrimos a vida espiritual da comunidade escolar, tornando viva a presença e a ação de Cristo na escola, viabilizando a relação pessoal com Deus, a relação das pessoas entre si e a relação da escola com a sociedade, tornando-a um espaço de vivência de valores.

Irmã Maria Liana Freitas

Sou Irmã Maria Liana Freitas, nasci em Rio Branco – AC e constatei que o trilhar vocacional não se faz sozinho. Há muitos elementos que marcaram minha decisão vocacional, como a família, a comunidade paroquial e a realidade social que me cercava. Por meio deles, Deus foi me inquietando, me chamando.

No âmbito familiar, ressalto o apoio e o incentivo de minha querida mãe, uma mulher de profunda fé e grande cultivadora da espiritualidade, através da oração e do aprofundamento bíblico. Foi essa dimensão que me fez compreender o sentido de pertencer a uma comunidade paroquial, onde atuei nas Pastorais Litúrgica, Catequética, da Criança e da Juventude. Foi na paróquia que tive oportunidade de conhecer o trabalho das Irmãs de Notre Dame.

Chamava-me a atenção o testemunho daquelas que deixaram suas terras para, no interior da Amazônia, realizar sua missão e doar sua vida. O despertar para a Vida Religiosa Consagrada, portanto, deu-se no contato direto com as irmãs, especialmente nos encontros vocacionais.

O questionamento direto de algumas Irmãs, bem como o incentivo da minha família e de pessoas da comunidade, foi traduzindo o chamado de Deus em minha vida. As primeiras respostas foram negativas, pois, desde a adolescência, meus planos já estavam traçados. Queria fazer faculdade, ter minha casa, meus filhos, alcançar uma posição social melhor. Mas a pergunta “Você já pensou em ser Irmã?” foi me inquietando e Deus foi mudando os meus planos.

Frente ao Seu chamado, busquei a luz do Cristo-Eucarístico e, diante do pequeno sacrário da capela de minha paróquia, supliquei a Deus que me mostrasse o caminho e, interiormente, vivenciei a experiência que marcou minha caminhada: a experiência da Sua presença envolvente e impulsionadora.

Então, lancei-me ao seguimento de Jesus.

No caminhar vocacional, nem tudo foi claro. Tive medo, resisti, mas busquei força, sustento e respostas na Palavra de Deus, na oração, na Eucaristia e nos acontecimentos cotidianos que foram me revelando a vontade divina. Assim fui descobrindo, aceitando e vivendo minha vocação.

A Congregação possibilitou minha formação espiritual, além do preparo para a missão, como Assistente Social. É junto ao povo mais sofrido que reconheço as feições de Cristo. Isso me motiva a doar minha vida através desse serviço. Sinto-me feliz e realizada em minha vocação e em minha profissão, ciente de que, a cada dia, é necessário renovar o “sim”, como o fez Maria.

Irmã Maria Cristina Farias

Sou Irmã Maria Cristina Farias, natural de Tarauacá – AC. Em todo o meu processo de decisão vocacional e formação religiosa, tive como frase-força a passagem bíblica “Eu Sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Afinal, ser Irmã de Notre Dame é um desafio constante, pois viver o carisma da “Bondade de Deus e de seu Amor Providente” e a consagração à vida religiosa é estar aberta a uma vida de oração, de atuação comunitária, de missão.

Para mim, é uma alegria partilhar a certeza da minha caminhada no seguimento a Jesus. Não tenho medo de trilhá-la e, nela, ter presente meu testemunho de vida, de sensibilidade e de escuta, enquanto desenvolvo meus dons, fiel aos intensos apelos da Igreja e de tantos irmãos e irmãs que necessitam de testemunho e ajuda.

Sou formada em Serviço Social e trabalho em projetos sociais voltados a crianças e adolescentes.

Irmã Maria Lory Inês Rockembach

Sou Irmã Maria Lory Inês. Tive a graça de nascer e crescer numa família que cultivava a fé, o diálogo, a solidariedade e a oração. Foi na família que aprendi a respeitar e valorizar os outros, praticar a justiça e viver honestamente. Já na adolescência, dei catequese, participei do coral da igreja, do grupo de jovens e do grupo responsável pela liturgia dominical. A curiosidade para aprender sempre me acompanhou, incluindo o interesse por assuntos religiosos.

Conhecendo melhor as Irmãs de Nossa Senhora (Notre Dame) e a Vida Religiosa Consagrada, decidi que este seria também o meu jeito de seguir a Jesus e trabalhar para o Reino de Deus. Era o Senhor que me chamava para ser sua discípula!

Após concluir todas as etapas de formação, fiz os votos de pobreza, castidade e obediência e comecei a fazer parte do grupo de religiosas que se sentem Enviadas a encarnar o amor do bom e providente Deus”.

Em mais de 30 anos como Irmã de Notre Dame, dediquei-me a diversos apostolados: professora, catequista, formadora dos novos membros da Congregação, contadora e, atualmente, sou tradutora e intérprete e moro em Roma.

Irmã Maria Claudinéia Farias da Cunha

Sou natural de Ecoporanga – ES. Quando ainda era pequena, meus pais foram para o Estado do Acre, onde cresci e, mais tarde, conheci as Irmãs de Notre Dame.

Filha de família católica, aprendi, desde cedo, a cultivar a fé e os valores cristãos. Mesmo assim, quando senti meu primeiro chamado, aos sete anos, não o compreendi. Mas, crescendo na fé, realizando os sacramentos, me fortaleci e para, mais adiante, dar uma resposta generosa.

No ano de 2004, recebi o convite para participar dos encontros vocacionais. Participei durante um ano e, animada pelo carisma que pressupõe a “experiência da bondade e do amor providente de Deus’’ e pela forma como as Irmãs o vivenciavam, pus-me a perseguir o ideal de seguir Jesus Cristo mais de perto.

Em 2006, iniciei minha caminhada formativa. Hoje, estou no terceiro ano do Juniorato – a última etapa antes dos Votos Perpétuos – e a frase bíblica “Não tenha medo, pois estou com você” (Isaías 41:10) me dá a certeza de que aquele que me chamou caminha comigo, em todos os momentos.

Irmã Maria Marilene Rodrigues

Sou Irmã Maria Marilene Rodrigues, natural de Tarauacá – AC. Motivada pelo Carisma e pela Missão das Irmãs de Notre Dame, fui descobrindo, aos poucos, que Deus me chamava para fazer parte dessa família religiosa.

Iniciei meu processo vocacional na minha cidade de origem, participando dos encontros vocacionais e atuando na Pastoral da Criança e da Liturgia. Durante eles, percebi o clamor e as necessidades de tantos irmãos, enquanto sentia as inquietações do coração e os apelos de Deus. Então, decidi ir para a Casa de Formação – localizada na capital, Rio Branco.

Após dois anos de convivência com as Irmãs e colegas de grupo, fui desafiada a continuar a minha caminhada vocacional no Rio Grande do Sul. Lá, tive a oportunidade de realizar o Curso Técnico em Enfermagem e a Graduação em Enfermagem, além de cursos de formação pessoal e teológica.

Hoje, atuo como enfermeira e procuro cuidar da vida, em todas as suas dimensões, como pressupõe a frase-força que me acompanha na missão: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10). Afinal, é através da vida comunitária e da dedicação aos irmãos doentes, aos seus familiares e aos colegas de trabalho que, a cada dia, procuro vivenciar o amor de Cristo. Para isso, busco força e coragem na Palavra de Deus e na Eucaristia, na oração do terço e no encontro comigo mesma, com Deus e com os irmãos.

Irmã Maria Carine Alba Benachio

Deus, em Sua infinita bondade, ousou precisar de nós para cuidar da Sua criação. Ele chama-nos, todos os dias, à vida, para cuidar da vida, para uma missão.

Sou Carine Alba Benachio, natural de Liberato Salzano – RS, e Deus me chamou a viver a Vida Religiosa Consagrada.

Senti o Seu chamado desde muito pequena. Nasci em uma família de interior, simples e muito religiosa, na qual aprendi os princípios da fé, pois frequentávamos semanalmente as celebrações na Igreja e, todas as noites, rezávamos o terço juntos.

Sempre tive contato com as Irmãs através da minha tia e madrinha. Foi através dela, dos seus relatos sobre a missão das Irmãs, que me senti tocada por Deus.

A missão que as Irmãs desempenhavam em solo africano despertava em mim o desejo de ser missionária, de dedicar-me a um povo e de viver esse carisma. Sentia algo arder em mim. Hoje, eu posso dizer que aquele ardor era Deus que me chamava para servi-Lo.

Quando contei à minha tia que eu desejava conhecer mais a missão das Irmãs, elas me acolheram e convidaram para fazer a experiência de viver com elas e, juntas, proclamarmos a bondade e o amor providente de Deus.

Hoje, posso dizer firmemente, como a canção que remete ao meu batismo, “sim, eu quero que a luz de Deus, que um dia em mim brilhou, jamais se esconda e não se apague em mim o seu fulgor. Sim, eu quero que o meu amor ajude o meu irmão a caminhar, guiado por Tua mão” (Sim, eu quero – Padre José Weber).

Irmã Maria Mirtes Helena Roman

“Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria”

A canção, composta por Pe. Zezinho, responde muito bem à pergunta “O que é preciso para ser feliz?”, pois felicidade e realização pessoal têm a ver com projeto de vida e com vida colocada a serviço.

A vocação à Vida Religiosa é, essencialmente, o que a canção acima expressa: é reproduzir, como opção de vida, a forma de viver de Jesus.

Ter como forma de vida o seguimento de Jesus, através de um carisma institucional, requer profunda doação e grande generosidade. Afinal, seguir os passos de Jesus obriga a repensar o “eu”. É preciso abrir mão de gostos pessoais, estar a serviço e encantar-se sempre, e de novo, pela proposta Evangélica.

O carisma da Congregação das Irmãs de Notre Dame, que se traduz em uma profunda experiência da bondade de Deus e do seu amor providente, oferece os elementos necessários e fundamentais para o seguimento de Jesus, como fui percebendo, ao ingressar na Congregação. Foi a partir dessa atitude que fui encontrando respostas às buscas, aos anseios, aos apelos e às inquietações provindas do desejo de fazer algo mais pelo Reino de Deus.

Por isso, mesmo que cantar e tocar piano sempre tenham feito parte da minha caminhada, foi após o término do magistério e do período de formação para a Vida Religiosa Consagrada que me empenhei no estudo e no aprofundamento no campo da música. Afinal, ensinar as crianças, os adolescentes e os jovens a cantar e a tocar piano fez parte da missão, como forma de propagar a Palavra de Deus. Trata-se do Ministério da Música: um serviço que exige generosidade e doação.