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IRMÃ DEUZA MARIA DA SILVA MOURA

Sou Ir. Deuza Maria da Silva Moura, acreana, da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora. Animada pelo carisma da “Experiência da bondade e do amor providente de Deus”, e pela forma como as irmãs o vivenciavam na missão, em Plácido de Castro – AC, minha cidade de origem, pus-me a perseguir o ideal da vocação de seguir Jesus Cristo, do jeito de Maria. Iniciei a caminhada na casa de formação, aos 15 anos, atuando em grupos de jovens, junto às famílias – através da Pastoral da Criança e na Catequese.

Como irmã, trabalhei nos primeiros seis anos no Acre, onde atuei na Educação – escola estadual – e mais intensamente na animação da Pastoral da Catequese. Em 2009, vivi uma experiência bonita junto às comunidades ribeirinhas de Jordão – município do interior do Acre, numa região de difícil acesso, mas cujo povo é de uma fé admirável, sedento da Palavra de Deus.

Atualmente resido em Passo Fundo – RS, onde sou estudante de Teologia e moro na comunidade São Luiz Gonzaga, onde desempenho minha missão, especialmente no serviço de Animação Bíblico-catequética.

A comunidade religiosa da qual faço parte, atua em serviços diferentes, mas a missão que nos une, é uma só: “Tornar o Bom Deus conhecido e amado” – como queria Santa Júlia, nossa Mãe Espiritual.

São imensas as necessidades do povo e imenso é o amor de Deus que nos ama, nos chama e nos envia em Missão. Na busca de viver, hoje, o carisma da “experiência da bondade e seu amor providente que, procuro viver minha vocação, buscando estar mais inserida na realidade das pessoas e do povo que Deus confiou aos meus cuidados e aos cuidados da comunidade religiosa. Quanto às dificuldades, medos, inquietações diante do que Deus vai me pedindo, busco na fé, na Eucaristia, no encontro com as pessoas, na oração, reconhecer a voz desse Deus que continua a me chamar e a apontar o caminho da vida e da felicidade, que só pode vir da entrega da minha vida a Deus e aos irmãos.

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Jubilantes

Irmãs de Notre Dame celebram Jubileu de vida religiosa

25, 50, 60, 65 e 70 anos de vocação religiosa consagrada foram comemorados na sexta-feira / 02 de Janeiro de 2015

 Dezenas de anos dedicados a proclamar a bondade de Deus e Seu amor providente foram celebrados no segundo dia desse novo ano. Durante a cerimônia de Jubileu da Vida Religiosa Consagrada, realizada na Casa Santa Cruz, as Irmãs de Notre Dame, que, em 2015, completam 25, 50, 60, 65 e 70 anos de profissão dos votos perpétuos de castidade, obediência e pobreza, reafirmaram seu compromisso religioso.

São 18 as jubilantes que, em cerimônia religiosa, iniciada às 10h, tiveram a sua aceitação à vida religiosa comparada a de Nossa Senhora, quando aquela que dá nome à Congregação a qual pertencem acolheu a vontade divina. A alusão, feita pelo pregador, Frei Conrado Lindmeier, seguiu, afirmando que sua fé e fidelidade à Igreja são comparáveis as de Maria, pelos anos de dedicação.

O “sim” ao chamado de Deus e a vivência dos princípios cristãos, de forma consagrada, são, ainda, exemplos às jovens que professam e reafirmam seus primeiros votos, como Ir. Maria Claudinéia Farias da Cunha e Ir. Eliane Maria de Azeredo. Na mesma celebração eucarística, as Junioristas renovaram seus votos, por mais um ano.

Após o ato religioso, as jubilantes de Prata, Ouro, Diamante, Ferro e Graças da Província da Santa Cruz da Congregação das Irmãs de Notre Dame – com sede em Passo Fundo – foram homenageadas pela mantenedora e pelas obras e comunidades Notre Dame, em gratidão pela sua atuação na Missão, nas áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Evangelização e Pastoral.

Conheça as religiosas que comemoram o Jubileu de Vida Religiosa Consagrada:
Jubilante de Prata – 25 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Lúcia Balardin.

Jubilantes de Ouro – 50 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Acídia Ebert;
Ir. Maria Elisabetha Anhalt;
Ir. Maria Amábile Bortolini;
Ir. Maria Taffarel;
Ir. Ulda Maria Mattje;
Ir. Imelda Maria Jacoby;
Ir. Maria Olga Strehl;
Ir. Maria Elena Brock.

Jubilantes de Diamante – 60 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Estela Maria Stefanello;
Ir. Maria Luci;
Ir. Maria Theresinha Giacomolli;
Ir. Maria Emília Welter.

Jubilantes de Ferro – 65 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Enriqueta Centenaro;
Ir. Alzira Maria Bordignon;
Ir. Maria Alice Eckert;
Ir. Maria Zita Backes.

Jubilante de Graça – 70 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Beatriz Plentz

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IRMÃ LIANA FREITAS

Com alegria partilho meu caminhar vocacional. Sou Ir. vocacional-nd-irma-lianaLiana Freitas, nasci em Rio Branco – Acre e trabalho como Assistente Social.

O trilhar vocacional não se faz sozinho, mas com as pessoas e as realidades sociais que nos cercam. Há muitos elementos que marcaram minha decisão vocacional, entre eles: a família, a comunidade paroquial e a realidade social que me cercava. No cotidiano destas realidades Deus foi me inquietando e chamando.

Na dimensão familiar, ressalto o apoio e incentivo de minha querida mãe, uma mulher de profunda fé e grande cultivadora da espiritualidade através da oração e aprofundamento bíblico. A convivência familiar me fez compreender o sentido de pertencer a uma comunidade paroquial, onde atuei nas pastorais: litúrgica, catequética, pastoral da criança e da juventude. Na paróquia, tive oportunidade de conhecer o trabalho das irmãs de Nossa Senhora nas diversas atividades pastorais. Chamava-me a atenção o testemunho missionário das irmãs que deixaram suas terras para, no interior da Amazônia, realizar sua missão e doar sua vida. O despertar para a Vida Consagrada, deu-se no contato direto com o testemunho e os trabalhos realizados pelas irmãs. Os encontros vocacionais despertaram em mim o desejo de seguir a Jesus Cristo na Vida Consagrada.

O questionamento direto de algumas irmãs: “Você já pensou em ser irmã?”, bem como o incentivo da minha família e pessoas da comunidade, foram traduzindo o chamado de Deus em minha vida. As primeiras respostas foram negativas: “Eu, irmã? Não…” Na adolescência meus planos já estavam traçados, queria fazer faculdade, ter minha casa, filhos, alcançar uma posição social melhor. Mas a pergunta “Você já pensou em ser irmã?” foi me inquietando… E Deus foi mudando os planos e a ordem dos valores, pouco a pouco foi me conquistando.

Diante das inquietações que o chamado foi provocando em mim, busquei luz diante do Cristo-Eucarístico e, diante do pequeno sacrário da capela da minha paróquia, supliquei a Deus que me mostrasse o caminho e, interiormente, vivenciei a experiência que marcou minha caminhada, pude experienciar a presença envolvente e impulsionadora que me lançou no caminho do seguimento de Jesus.

No meu caminhar vocacional, nem tudo foi claro, tive medo, resisti, mas busquei força, sustento e respostas na Palavra de Deus, na oração, na Eucaristia e nos acontecimentos cotidianos que foram me revelando a vontade de Deus em minha vida. E assim fui descobrindo, aceitando e vivendo minha vocação. Agradeço a Congregação necessário: formação espiritual e profissional e preparo para a missão.

A missão como Assistente Social, junto ao povo mais sofrido, atendidos em nossas obras sociais, me ajuda a reconhecer as feições de Cristo nas realidades sociais e me motivam a doar minha vida através desse serviço. Sinto-me feliz e realizada em minha vocação e profissão!

O caminhar vocacional é constante, a cada dia é necessário renovar novamente o SIM, como o fez Maria, a grande discípula-missionária, que sigo confiante minha caminhada vocacional.