All posts by Irmã Júlia

Anunc.1

FESTA DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

“Ave cheia de graça”!

Cristãos do Oriente e do Ocidente celebram a festa da Anunciação do Senhor, no dia 25 de março, data que antecede o Natal de Cristo.
Na visitação do Anjo a Maria, meditamos a atuação de Deus, do Espírito Santo, mas também a atitude de acolhida de Maria. Ela disse Sim ao Plano do Pai e assim Jesus veio ao mundo.
A festa da Anunciação é muito especial para cada Irmã de Nossa Senhora: “Veneramos Maria que nos é particularmente querida. Totalmente orientada para Deus, aberta a sua Palavra e pronta a cumprir sua vontade. Maria nos é modelo em nossa vida de oração”. (Const.46)

Rezemos:
Ave Maria, Anuc.
Grávida das aspirações de nossos pobres.
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre os oprimidos.
Bendito são os frutos de libertação do vosso ventre.
Santa Maria, Mãe latino-americana.
Rogai por nós, para que confiemos no Espírito de Deus
Agora que o nosso povo assume a luta pela justiça
E na hora de realizá-la em liberdade
Para um tempo de paz. Amém! (Frei Beto)

A Ave-Maria, como todas as orações cristãs, termina com um amém: o amém expressa nossa plena adesão a Maria e reconhece o senhorio de Deus. Tudo o que Ele faz, está bem feito.
Todos somos vocacionados, cada um em sua medida, a ser templos de Deus. Ele conta conosco. Digamos Sim e Deus realizará em nós e para com a humanidade o seu plano de amor.

Texto baseado no livro: Espiritualidade das Irmãs de Nossa Senhora

Anunc.1

DSC_00761

Visita da Superiora Provincial, Irmã Araci Ludwig

Durante a semana, o Colégio Notre Dame Rainha recebeu a Superiora Provincial da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, Ir. Araci Ludwig. A cada ano do seu governo, a religiosa faz uma visita canônica às comunidades mantidas pela Província da Santa Cruz, e, nos últimos dias, acompanhou as atividades educacionais, evangelizadoras, pastorais e religiosas realizadas em São Paulo, com o objetivo de revigorar a Missão e dar atenção aos anseios dessa DSC_00761comunidade.
Para recepcionar a Superiora, os estudantes cantaram o Hino dos 70 Anos, composto por Ir. Neusa Schneider e Irmã Mirtes Roman. Com muita alegria e entusiasmo, auxiliados pela professora de música, Sandra Monteiro, eles também cantaram a música “Vamos Construir”, que evidencia que podemos fazer um mundo melhor; só depende de nós!

Ir. Araci, ao parabenizar a instituição de ensino pelo seu 70º aniversário, também destacou a construção. Dessa vez, a histórica, de tantos personagens principais e episódios, que é comemorada. Ela ainda salientou o papel de cada um em prosseguir a construção. No presente, segundo ela, a trajetória é feita pelos estudantes, educadores, religiosas e funcionários, que continuam semeando e nutrindo o carisma Notre Dame, através da educação.

Ir. Araci, que hoje é personagem dessa história como Superiora Provincial, já participou, diretamente, de capítulos anteriores, como recorda a diretora, Irmã Elena Bini. “Ir. Araci viveu e trabalhou aqui por muitos anos, ajudando a construir o que hoje é o Rainha, como é carinhosamente chamado”, comenta.

http://devel.rainha.notredame.org.br/visita-da-irma-araci-ludwig/

 

Irmãs ND 6 (Copy)

Encontro com as Pensionistas Universitárias

No dia 17 de março realizou-se o primeiro encontro das pensionistas universitárias com as irmãs da Casa Provincial Irmãs ND 1 (Copy)a fim de continuar o processo de conhecimento das jovens que já moram conosco e as novas que chegam

Após um lanche, houve um momento de reflexão sobre as expectativas das jovens diante do novo ano: sonhos, projetos, estudos.

Na caminhada da vida, a espiritualidade é imprescindível, pois Deus, em seu infinito amor, deseja nossa felicidade e caminha ao nosso lado. Ele tem um projeto de amor para com cada um de nós.

O estudo acadêmico é uma forma de nos aproximarmos das pessoas, fazer o diferencial, fazer o bem. Este é o caminho da felicidade. Também este é o convite que a Campanha da Fraternidade, neste tempo de Quaresma, nos faz: “Eu vim para servir”. (Mc 10,45)

Irmãs da Comunidade do Provincialado

Irmãs ND 2 (Copy)   Irmãs ND 3 (Copy)   Irmãs ND 4 (Copy)

Irmãs ND 5 (Copy)   Irmãs ND 6 (Copy)   Irmãs ND 7 (Copy)

Irmãs ND 8 (Copy)   Irmãs ND 9 (Copy)

vocacional-nd-irma-imelda-maria

IRMÃ IMELDA MARIA JACOBY

O que significa ser Irmã de Nossa Senhora (Notre Dame) junto aos encarcerados?

vocacional-nd-irma-imelda-maria

                             IRMÃ IMELDA MARIA JACOBY

Ser Irmã de Nossa Senhora (Notre Dame) junto aos encarcerados épara mim um grande privilégio. Considero uma graça divina. É o lugar favorável para eu viver o carisma e espiritualidade a nós confiados. Poder estar lá onde normalmente poucos escolhem como espaço de missão, de trabalho e evangelização… Sou muito agradecida a Jesus que me escolheu, me dá a coragem, a força e a graça da perseverança nesta árdua missão. Agradecida também à Congregação que me enviou e me possibilita ser esta presença como Irmã de Nossa Senhora dentro dos cárceres.- em nossa Diocese de Passo Fundo e também em prisões do Rio Grande do Sul. Aprendo muito com estes irmãos e irmãs. Eles são para mim constante apelo à conversão. Ajudam-me a compreender e viver a Palavra de Deus. Eu preciso deles para ser discípula de Jesus Cristo. Por isso, ser Irmã de Nossa Senhora junto aos encarcerados é:

  • Estar hoje no lugar e com as pessoas que certamente Jesus escolheria.
  • Ser a presença de Jesus, da Igreja e do Carisma da Congregação, no meio dos mais pobres – os presos.
  • Procurar aqueles que para a sociedade são os pecadores, os perdidos, os descartáveis, os que não contam.
  • Ajudá-los a experienciar, através de minha presença, o amor de Deus em suas vidas.
  • Saber acolher, ouvir, ficar próxima, abaixar-me, abraçar, conhecer a história sofrida de cada um – ser boa samaritana .
  • Ter a alegria de tornar o bom Deus conhecido e amado por eles.
  • Poder vivenciar bem palpavelmente o carisma a nós confiado. Junto aos encarcerados como Irmã de Nossa Senhora testemunhar a bondade de Deus e o seu amor providente.
  • Ser a voz dos esquecidos e abandonados por suas famílias, pelo Estado e a própria sociedade.
  • Ser para eles aquela que lhes apresenta Jesus, assim como fez Maria.
  • Viver a gratuidade, não esperando nada em troca e nem resultados.
  • Respeitar profundamente o ser humano na sua fragilidade, sem condenar ninguém. Eu sei que não são anjos. É preciso dar uma chance! Eu também erro tanto…
  • Descobrir e fazer aflorar neles a semente do bem que ficou escondida.
  • Aprender a solidariedade com eles.
  • Alimentar neles a esperança e animá-los para uma vida nova.

Você percebe como vale a pena ser uma Irmã de Nossa Senhora (Notre Dame), estar próxima dos “leprosos de hoje” e apostar no resgate da dignidade humana, assim como fez Jesus?

Eu a convido: seja você mais uma seguidora de Jesus, como Irmã de Nossa Senhora e chame também outras jovens para dar continuidade a este lindo projeto. Cristo conta com você!

Meu grande abraço.

Ir. Imelda Maria Jacoby

 

20150309_Rome_SpiritualityRenewal_03_w630

RENOVAÇÃO ESPIRITUAL NA CASA MÃE – ROMA, ITÁLIA

As Irmãs na Comunidade da Casa Madre estão participando da Renovação Espíritual Congregacional, de 1º a 22 de março. As duas semanas de curso e o retiro estão sendo orientados por Irmã Mary Kathleen Burns, da Província de Thousand Oaks. As Irmãs são assistidas por Irmã Maria Julindis, do Generalato. Enquanto as irmãs estão envolvidas pelo Programa de Renovação, as aulas para as irmãs estudantes do Curso de Língua continuam sob a direção de Sister Mary Kristin, como substituta da Irmã Maria Josefa, que participa da renovação. É obvio que um espírito de renovação está presente em toda a casa de uma ou de outra forma!

Sr.-Kristins-Class-2

senegal

Arcebispo de Porto Alegre faz apelo dramático: A acolhida ao imigrante é questão evangélica

Comentários preconceituosos e discriminatórios em relação a imigrantes que chegam ao Sul do Brasil preocupam o Arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Spengler

Por Rosinha Martins | 29.07.14| O arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, manifestou tamanha preocupação em relação à acolhida aos africanos e peruanos que nas últimas semanas tem chegado em grande escala nas cidades do Sul do Brasil.

No programa a “Voz do Pastor”, da Rádio Aliança de Porto Alegre, 140117_100dom Jaime chamou a atenção da população sobre a questão da migração atual e fez memória da história da imigração europeia para o Brasil recordando que como os peruanos e africanos que agora precisam de acolhida, no passado os europeus viveram a mesma situação.

“Nestas últimas semanas temos sido informados a respeito da situação dos migrantes que estão chegando ao nosso estado do Rio Grande do Sul. São haitianos, peruanos, senegaleses, ganeses, entre outros. Trata-se de uma realidade difícil e desafiadora” disse dom Jaime.

O Arcebispo lembrou que para o imigrante é um realidade difícil porque, marcados pelos sonhos de uma vida melhor para si e para os seus, trazem consigo nada mais que esperança.”Eles não sabem o que encontrarão, e se encontrarão humana acolhida. Buscam um “mundo melhor”, afirmou.

Imigrantes europeus precisaram de acolhida no Sul e em outros Estados do Brasil

Descendente de imigrantes alemães, dom Jaime recorda à população que esta mesma busca dos imigrantes de hoje, orientou os antepassados europeus que deixaram a Europa em busca da sobrevivência e, assentados no Sul, precisaram de acolhida, também, em outras regiões do país. “Em um passado não muito distante, tantos gaúchos partiram em direção ao Oeste de Santa Catarina, ao Paraná, Mato Grosso, Goiás, em busca de terras, onde pudessem desenvolver a atividade agrícola, construir novas possibilidades de vida. Tal realidade contribuiu para o desenvolvimento do Brasil. Ousadia, coragem, determinação marcaram e marcam a vida tanto destes como daqueles.
4057929.a11fae40.560Não se pode esquecer que ambas as realidades Imigrantes Italianos no Porto, às espera da viagem para o Brasilforam também marcadas por rejeições, discriminações, explorações de todo tipo, dores e mortes”, acrescentou.

Para dom Jaime, apesar das dificuldades e dos riscos que sempre precisam ser considerados, a confiança e a esperança estão na base das migrações, o sonho de uma vida digna para si e os seus dá, ao migrante, coragem e forças para partir em busca do novo.
Sobre este “novo”, fez alusão ao documento do Papa Paulo VI, Populorum Progressio, n.06: “Novo que significa ‘ser liberto da miséria, encontrar com mais segurança a subsistência, a saúde, um emprego estável; ter maior participação nas responsabilidades, excluindo qualquer opressão e situação que ofendam a sua dignidade de homens; ter maior instrução; em uma palavra, realizar, conhecer e possuir mais, para ser mais…”

“Expressões preconceituosas e discriminatórias significam falta de compreensão da questão”

De acordo com o arcebispo, o fenômeno da globalização tem favorecido maior interdependência e interação entre as nações, entre os povos, entre as pessoas, o que, por outro lado pode ser danoso ao ser humano. “Ao mesmo tempo corre-se o risco de favorecer uma cultura do descartável, que chega a considerar pessoas como “resíduos” e “sobras”, em detrimento de uma cultura do encontro, da acolhida, da misericórdia”.

Ao final da mensagem dom Jaime tocou na situação concreta da falta de acolhida de peruanos e africanos nas cidades do Sul e demonstrou indignação em relação ao modo como parte da população tem recebido estes estrangeiros. “Em se falando do Por Bernardo Jardim RibeiroImigrante senegaleza em Caxias do Sul – RSfenômeno migratório que estamos presenciando, causa estranheza observações genéricas de caráter, por vezes, preconceituosas e discriminatórias. Há quem afirme que os migrantes que estão chegando até nós sejam delinquentes… Este tipo de observação célere é, certamente, expressão de falta de compreensão da questão. Generalizar é ir muito além do razoável”, frisou.

Serviço de atendimento aos migrantes: Sinal do Reino

Dom Jaime não deixou de mencionar os sinais do Reino presente no trabalho realizado por algumas entidades que se dedicam ao atendimento dos migrantes, refugiados, apátridas, vítimas do tráfico de pessoas, estudantes e trabalhadores itinerantes. “Trabalho meritório e nem sempre conhecido e reconhecido. Trabalho marcado pela acolhida e apoio humano, alimentação, vestuário e encaminhamentos legais. Expressões de respeito humano e caridade cristã”.

A acolhida é questão evangélica

A mensagem foi concluída por dom Jaime com uma afirmação categórica. “O migrante é pessoa humana! Como diz o Papa Francisco, acolhê-lo pode ser visto como “uma oportunidade que a providência nos oferece para contribuir na construção de uma sociedade mais justa, de uma democracia mais completa, de um país mais inclusivo, de um mundo mais fraterno e de uma comunidade cristã mais aberta, de acordo com o Evangelho”.

*Dom Jaime Spengler é catarinense, arcebispo de Porto Alegre, bispo referencial para a Vida Religiosa Consagrada do Brasil, pela CNBB,  membro da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada,  nomeado em março de 2014, membro da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, do Vaticano.

http://vocacional.notredame.org.br/wp-admin/post-new.php

10984487_824849130927093_4797252515072446865_n

Mensagem pelo Dia Internacional da Mulher

“Eu quero a vida de meu povo” (Ester, 5,3)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB saúda com alegria e gratidão todas as mulheres, por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Apraz-nos, neste dia, afirmar com o Papa Francisco que “a Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens” (EG 103).

A atuação transformadora das mulheres na Sociedade e na Igreja é responsável pela construção de relações mais humanas e humanizadoras, buscando o fim da discriminação e da desigualdade, especialmente na relação mulher-homem. Recorda-nos o Papa Francisco que esta relação “deveria reconhecer que ambos são necessários, porque possuem uma natureza idêntica, mas com modalidades próprias. Uma é necessária à outra, e vice-versa, para que se cumpra verdadeiramente a plenitude da pessoa” (Discurso ao Pontifício Conselho para a Cultura).

Entristece-nos, no entanto, o cenário de invisibilidade em que se 10984487_824849130927093_4797252515072446865_nencontra a maioria das mulheres, bem como o impedimento de sua presença em importantes espaços de decisões. Some-se a isso o desafio da pobreza, da exploração do trabalho e tráfico humano, das violações das culturas e suas crenças, que evidencia as graves violações dos direitos das mulheres. Renova nossa esperança a iniciativa do Poder Judiciário que propôs a “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, sugerindo ações, em todo o Brasil, voltadas para a paz nos lares e o fim da violência contra as mulheres. O compromisso com a manutenção de um sadio ambiente familiar é também do homem, pois é dentro da comunhão – comunidade conjugal e familiar – que o homem é chamado a viver o seu dom e dever de esposo e pai (FC, 25).

Os avanços e conquistas das mulheres, garantidos por lei e/ou por Irmãspolíticas públicas, não escondem as deficiências de muitas ações voltadas ao cumprimento e efetivação dos direitos da mulher. A todos, também à Igreja, cabe o dever de assumir a luta das mulheres negras, pescadoras, domésticas, ciganas, catadoras, camponesas, quilombolas, operárias, marisqueiras, prostituídas, ribeirinhas, encarceradas, indígenas, migrantes, donas de casa e de tantas outras que vivem a dolorosa experiência da invisibilidade social.

Este contexto é um apelo a que todos, especialmente os cristãos e cristãs, vençam a tentação da indiferença e se unam na luta em favor da justiça e da equidade, protagonizada pelas mulheres do Brasil. Inspire-nos, nesse propósito, o lema Campanha da Fraternidade 2015 – Eu vim para servir – que nos estimula a construir a fraternidade e a igualdade, no amor e no serviço.

Ao saudá-las, neste dia, renovamos nosso reconhecimento a cada uma das mulheres, por sua insubstituível presença e participação nas comunidades eclesiais espalhadas por todo o Brasil e por seu protagonismo na construção de uma nova sociedade, e rogamos a Deus fortalecê-las na luta de cada dia e abençoá-las em todos os seus caminhos.

Maria, Mãe do Filho de Deus, modelo de mulher, esposa e trabalhadora, proteja as mulheres de nosso país.

Brasília, 08 de março de 2015

 www.icatolica.com/2015/03/cnbb-divulga-mensagem-pelo-dia.html

vocacional-nd-irma-mirtes-roman

IRMÃ MIRTES HELENA ROMAN

“Amar como Jesus amou,

Sonhar como Jesus sonhou,

Pensar como Jesus pensou,

Viver como Jesus viveu.

Sentir o que Jesus sentia,

Sorrir como Jesus sorria”

Pe. Zezinho

DSC_2696

                                        Irmã Mirtes Helena Roman

Fazer o que Jesus fazia e como Jesus fazia…

A canção do Pe. Zezinho, “Amar como Jesus amou” responde muito bem a pergunta: “O que é preciso para ser feliz?” Felicidade, realização pessoal tem a ver com opção de vida, com projeto de vida pessoal e de vida colocada a serviço. A vocação à Vida Religiosa é essencialmente este chamado que a canção acima expressa. É reproduzir, como opção de vida, a forma de viver de Jesus. Viver uma opção de vida através de um carisma institucional, ter como forma de vida o seguimento de Jesus, hoje, requer profunda doação e grande generosidade. Seguir os passos de Jesus no cenário atual, altera constantemente a vida da pessoa, obriga-a a pensar de outra forma o próprio eu. É preciso abrir mão de gostos pessoais, estar a serviço e encantar-se sempre de novo pela proposta Evangélica. O carisma da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, que se traduz em uma profunda experiência da bondade de Deus e do seu amor providente, dá elementos necessários e fundamentais para o seguimento de Jesus. Ingressando na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, fui percebendo esta possibilidade, encontrando respostas às buscas, aos anseios, aos apelos e inquietações provindas do desejo de fazer algo mais pelo Reino. Cantar, tocar piano, fazer música sempre fez parte da minha caminhada. Após o término do magistério e do período de formação da Vida religiosa, o estudo e aprofundamento no campo da música definiu a profissão. Ensinar as crianças, os adolescentes e jovens a cantar e tocar piano fez parte, não só como profissão, mas integrou a missão e o carisma pessoal e institucional, como forma de propagar a Palavra de Deus e conferir sentido à vida e vocação… Cursos de canto e liturgia, animar e cantar nas celebrações litúrgicas, nos fins de semana e datas significativas, fazem parte da missão. O ministério da música é serviço e exige generosidade e doação. O segredo é descobrir o jeito de unir profissão, missão, chamado e vocação.

Irmã Mirtes Helena Roman, natural de Ibirubá/RS.

brasão-papa_-modificações1

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015

brasão-papa_-modificações1

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015
Terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Boletim da Santa Sé
“Fortalecei os vossos corações” (Tg 5, 8)

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.

Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.

Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.

A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.

Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.

1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.

Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem.

A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26).

A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação.

2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades

Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)?

Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.

Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).

Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração

Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens.

Esta missão é o paciente testemunho d’Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira.

Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!

3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis

Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?

Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.

Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum.

E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos.

Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.

Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença.

Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis,

4 de Outubro de 2014.

FRANCISCUS PP.

http://papa.cancaonova.com/mensagem-do-papa-francisco-para-a-quaresma-2015/

 

Ir. Araci

CADA INÍCIO DE ANO É COMO UM MOMENTO MÁGICO

Cada início de ano é como um momento mágico. Em termos de espiritualidade diríamos de mistério, porque envolve o lado humano, os desejos, as esperanças, os horizontes de cada um de nós e das crianças e suas famílias que nos procuraram para que as ajudemos na EDUCAÇÃO. Para nós, educadores ND, com o desafio de transformar CONHECIMENTO em atitude, e por sermos Escola confessional, olhamos para JESUS MESTRE. Jesus é o único que pode falar EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele foi o homem por completo, plenamente realizado. São Paulo diria, o primogênito de toda a criação. Tudo foi criado por ele e para ele, nele tudo tem consistência (cf. Col 1,9ss).

Ir. Araci Maria Ludwig, SND

Encontro-de-Colaboradores-54-e1423768948901      Encontro-de-Colaboradores-68-e1423765738603