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Papa aos jornalistas: “não se pode insultar a fé dos outros”

PapaCidade do Vaticano (RV) – Durante quase uma hora o Papa respondeu às perguntas dos jornalistas presentes no voo entre Colombo e Manila, nesta quinta-feira (15/01). Na primeira parte da coletiva, Francisco falou sobre a sua próxima encíclica, que deverá ser publicada entre junho e julho, e abordará o tema da Ecologia.

“No final de março devo concluir. Aí mandarei para as traduções. Se tudo correr bem, no meio do ano será publicada. Gostaria que fosse publicada antes da Conferência sobre o clima de Paris em dezembro deste ano, já que a Conferência do Peru me desiludiu”, disse Francisco referindo-se “a uma falta de coragem dos líderes mundiais em tomar uma atitude corajosa para reverter os efeitos das mudanças climáticas” na conferência da ONU em Lima, no final do ano passado.

Amazônia pulmão do mundo

Francisco citou sua experiência como relator final do Documento da Conferência de Aparecida como ponto de referência para entender uma questão essencial quando se fala em mudança climática: a preservação das florestas.

“Em grande parte é o homem que golpeia a natureza continuamente. Se você a golpeia, ela também te golpeia. Acredito que abusamos demais da natureza. Desmatamentos, por exemplo. Recordo de Aparecida, em 2007. Naquele tempo não entendia bem este problema. Quando ouvia os bispos brasileiros falarem do desmatamento da Amazônia, não entendia bem, mas a Amazônia é o pulmão do mundo”, lembrou o Papa.

Pobres no centro da viagem às Filipinas

Sobre a segunda etapa desta 7ª Viagem Apostólica, a ser cumprida nas Filipinas, o Papa não hesitou quando questionado sobre o objetivo principal de sua missão: os mais necessitados.

“Os pobres que querem ir adiante, os pobres que sofreram com o tufão Yolanda e que ainda hoje sofrem as consequências. Os pobres que têm fé e esperança na comemoração dos 500 anos da primeira pregação do Evangelho nas Filipinas. Também os pobres abusados que afrontam tantas injustiças sociais, espirituais e existenciais”, refletiu Francisco.

Insulto e aberração

Ao entrar no tema da liberdade de religião e da liberdade de expressão, Francisco pediu para que se falasse sem temores ao jornalista que introduziu a questão. “Você é francês?”, perguntou Francisco. “Falemos claramente, vamos a Paris” E prosseguiu: “Não se pode ofender, fazer guerra e matar em nome da própria religião, ou seja, em nome de Deus. Isso é uma aberração. Matar em nome de Deus é uma aberração. Acredito que este seja o ponto principal sobre a liberdade de religião: com liberdade, sem ofender e sem impor e matar”, advertiu o Papa.

Sobre o limiar que separa a liberdade de expressão do bom senso, Francisco defendeu a fé, afirmando que todas as religiões devem ser respeitadas.

“Temos a obrigação de falar abertamente, temos esta liberdade. Mas sem ofender. Não se pode provocar, não se pode insultar a fé dos outros, não se pode ridicularizar a fé”, conclui o Papa.

(RB)

Fonte: http://www.crbnacional.org.br/site/index.php/noticias/destaque/1740-papa-aos-jornalistas-nao-se-pode-insultar-a-fe-dos-outros

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IRMÃ DEUZA MARIA DA SILVA MOURA

Sou Ir. Deuza Maria da Silva Moura, acreana, da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora. Animada pelo carisma da “Experiência da bondade e do amor providente de Deus”, e pela forma como as irmãs o vivenciavam na missão, em Plácido de Castro – AC, minha cidade de origem, pus-me a perseguir o ideal da vocação de seguir Jesus Cristo, do jeito de Maria. Iniciei a caminhada na casa de formação, aos 15 anos, atuando em grupos de jovens, junto às famílias – através da Pastoral da Criança e na Catequese.

Como irmã, trabalhei nos primeiros seis anos no Acre, onde atuei na Educação – escola estadual – e mais intensamente na animação da Pastoral da Catequese. Em 2009, vivi uma experiência bonita junto às comunidades ribeirinhas de Jordão – município do interior do Acre, numa região de difícil acesso, mas cujo povo é de uma fé admirável, sedento da Palavra de Deus.

Atualmente resido em Passo Fundo – RS, onde sou estudante de Teologia e moro na comunidade São Luiz Gonzaga, onde desempenho minha missão, especialmente no serviço de Animação Bíblico-catequética.

A comunidade religiosa da qual faço parte, atua em serviços diferentes, mas a missão que nos une, é uma só: “Tornar o Bom Deus conhecido e amado” – como queria Santa Júlia, nossa Mãe Espiritual.

São imensas as necessidades do povo e imenso é o amor de Deus que nos ama, nos chama e nos envia em Missão. Na busca de viver, hoje, o carisma da “experiência da bondade e seu amor providente que, procuro viver minha vocação, buscando estar mais inserida na realidade das pessoas e do povo que Deus confiou aos meus cuidados e aos cuidados da comunidade religiosa. Quanto às dificuldades, medos, inquietações diante do que Deus vai me pedindo, busco na fé, na Eucaristia, no encontro com as pessoas, na oração, reconhecer a voz desse Deus que continua a me chamar e a apontar o caminho da vida e da felicidade, que só pode vir da entrega da minha vida a Deus e aos irmãos.

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Jubilantes

Irmãs de Notre Dame celebram Jubileu de vida religiosa

25, 50, 60, 65 e 70 anos de vocação religiosa consagrada foram comemorados na sexta-feira / 02 de Janeiro de 2015

 Dezenas de anos dedicados a proclamar a bondade de Deus e Seu amor providente foram celebrados no segundo dia desse novo ano. Durante a cerimônia de Jubileu da Vida Religiosa Consagrada, realizada na Casa Santa Cruz, as Irmãs de Notre Dame, que, em 2015, completam 25, 50, 60, 65 e 70 anos de profissão dos votos perpétuos de castidade, obediência e pobreza, reafirmaram seu compromisso religioso.

São 18 as jubilantes que, em cerimônia religiosa, iniciada às 10h, tiveram a sua aceitação à vida religiosa comparada a de Nossa Senhora, quando aquela que dá nome à Congregação a qual pertencem acolheu a vontade divina. A alusão, feita pelo pregador, Frei Conrado Lindmeier, seguiu, afirmando que sua fé e fidelidade à Igreja são comparáveis as de Maria, pelos anos de dedicação.

O “sim” ao chamado de Deus e a vivência dos princípios cristãos, de forma consagrada, são, ainda, exemplos às jovens que professam e reafirmam seus primeiros votos, como Ir. Maria Claudinéia Farias da Cunha e Ir. Eliane Maria de Azeredo. Na mesma celebração eucarística, as Junioristas renovaram seus votos, por mais um ano.

Após o ato religioso, as jubilantes de Prata, Ouro, Diamante, Ferro e Graças da Província da Santa Cruz da Congregação das Irmãs de Notre Dame – com sede em Passo Fundo – foram homenageadas pela mantenedora e pelas obras e comunidades Notre Dame, em gratidão pela sua atuação na Missão, nas áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Evangelização e Pastoral.

Conheça as religiosas que comemoram o Jubileu de Vida Religiosa Consagrada:
Jubilante de Prata – 25 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Lúcia Balardin.

Jubilantes de Ouro – 50 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Acídia Ebert;
Ir. Maria Elisabetha Anhalt;
Ir. Maria Amábile Bortolini;
Ir. Maria Taffarel;
Ir. Ulda Maria Mattje;
Ir. Imelda Maria Jacoby;
Ir. Maria Olga Strehl;
Ir. Maria Elena Brock.

Jubilantes de Diamante – 60 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Estela Maria Stefanello;
Ir. Maria Luci;
Ir. Maria Theresinha Giacomolli;
Ir. Maria Emília Welter.

Jubilantes de Ferro – 65 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Enriqueta Centenaro;
Ir. Alzira Maria Bordignon;
Ir. Maria Alice Eckert;
Ir. Maria Zita Backes.

Jubilante de Graça – 70 Anos de Votos Perpétuos:
Ir. Maria Beatriz Plentz

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IRMÃ LIANA FREITAS

Com alegria partilho meu caminhar vocacional. Sou Ir. vocacional-nd-irma-lianaLiana Freitas, nasci em Rio Branco – Acre e trabalho como Assistente Social.

O trilhar vocacional não se faz sozinho, mas com as pessoas e as realidades sociais que nos cercam. Há muitos elementos que marcaram minha decisão vocacional, entre eles: a família, a comunidade paroquial e a realidade social que me cercava. No cotidiano destas realidades Deus foi me inquietando e chamando.

Na dimensão familiar, ressalto o apoio e incentivo de minha querida mãe, uma mulher de profunda fé e grande cultivadora da espiritualidade através da oração e aprofundamento bíblico. A convivência familiar me fez compreender o sentido de pertencer a uma comunidade paroquial, onde atuei nas pastorais: litúrgica, catequética, pastoral da criança e da juventude. Na paróquia, tive oportunidade de conhecer o trabalho das irmãs de Nossa Senhora nas diversas atividades pastorais. Chamava-me a atenção o testemunho missionário das irmãs que deixaram suas terras para, no interior da Amazônia, realizar sua missão e doar sua vida. O despertar para a Vida Consagrada, deu-se no contato direto com o testemunho e os trabalhos realizados pelas irmãs. Os encontros vocacionais despertaram em mim o desejo de seguir a Jesus Cristo na Vida Consagrada.

O questionamento direto de algumas irmãs: “Você já pensou em ser irmã?”, bem como o incentivo da minha família e pessoas da comunidade, foram traduzindo o chamado de Deus em minha vida. As primeiras respostas foram negativas: “Eu, irmã? Não…” Na adolescência meus planos já estavam traçados, queria fazer faculdade, ter minha casa, filhos, alcançar uma posição social melhor. Mas a pergunta “Você já pensou em ser irmã?” foi me inquietando… E Deus foi mudando os planos e a ordem dos valores, pouco a pouco foi me conquistando.

Diante das inquietações que o chamado foi provocando em mim, busquei luz diante do Cristo-Eucarístico e, diante do pequeno sacrário da capela da minha paróquia, supliquei a Deus que me mostrasse o caminho e, interiormente, vivenciei a experiência que marcou minha caminhada, pude experienciar a presença envolvente e impulsionadora que me lançou no caminho do seguimento de Jesus.

No meu caminhar vocacional, nem tudo foi claro, tive medo, resisti, mas busquei força, sustento e respostas na Palavra de Deus, na oração, na Eucaristia e nos acontecimentos cotidianos que foram me revelando a vontade de Deus em minha vida. E assim fui descobrindo, aceitando e vivendo minha vocação. Agradeço a Congregação necessário: formação espiritual e profissional e preparo para a missão.

A missão como Assistente Social, junto ao povo mais sofrido, atendidos em nossas obras sociais, me ajuda a reconhecer as feições de Cristo nas realidades sociais e me motivam a doar minha vida através desse serviço. Sinto-me feliz e realizada em minha vocação e profissão!

O caminhar vocacional é constante, a cada dia é necessário renovar novamente o SIM, como o fez Maria, a grande discípula-missionária, que sigo confiante minha caminhada vocacional.