Irmã Maria Claudinéia Farias da Cunha

Sou natural de Ecoporanga – ES. Quando ainda era pequena, meus pais foram para o Estado do Acre, onde cresci e, mais tarde, conheci as Irmãs de Notre Dame.

Filha de família católica, aprendi, desde cedo, a cultivar a fé e os valores cristãos. Mesmo assim, quando senti meu primeiro chamado, aos sete anos, não o compreendi. Mas, crescendo na fé, realizando os sacramentos, me fortaleci e para, mais adiante, dar uma resposta generosa.

No ano de 2004, recebi o convite para participar dos encontros vocacionais. Participei durante um ano e, animada pelo carisma que pressupõe a “experiência da bondade e do amor providente de Deus’’ e pela forma como as Irmãs o vivenciavam, pus-me a perseguir o ideal de seguir Jesus Cristo mais de perto.

Em 2006, iniciei minha caminhada formativa. Hoje, estou no terceiro ano do Juniorato – a última etapa antes dos Votos Perpétuos – e a frase bíblica “Não tenha medo, pois estou com você” (Isaías 41:10) me dá a certeza de que aquele que me chamou caminha comigo, em todos os momentos.

Irmã Maria Marilene Rodrigues

Sou Irmã Maria Marilene Rodrigues, natural de Tarauacá – AC. Motivada pelo Carisma e pela Missão das Irmãs de Notre Dame, fui descobrindo, aos poucos, que Deus me chamava para fazer parte dessa família religiosa.

Iniciei meu processo vocacional na minha cidade de origem, participando dos encontros vocacionais e atuando na Pastoral da Criança e da Liturgia. Durante eles, percebi o clamor e as necessidades de tantos irmãos, enquanto sentia as inquietações do coração e os apelos de Deus. Então, decidi ir para a Casa de Formação – localizada na capital, Rio Branco.

Após dois anos de convivência com as Irmãs e colegas de grupo, fui desafiada a continuar a minha caminhada vocacional no Rio Grande do Sul. Lá, tive a oportunidade de realizar o Curso Técnico em Enfermagem e a Graduação em Enfermagem, além de cursos de formação pessoal e teológica.

Hoje, atuo como enfermeira e procuro cuidar da vida, em todas as suas dimensões, como pressupõe a frase-força que me acompanha na missão: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10). Afinal, é através da vida comunitária e da dedicação aos irmãos doentes, aos seus familiares e aos colegas de trabalho que, a cada dia, procuro vivenciar o amor de Cristo. Para isso, busco força e coragem na Palavra de Deus e na Eucaristia, na oração do terço e no encontro comigo mesma, com Deus e com os irmãos.

Irmã Maria Mirtes Helena Roman

“Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria”

A canção, composta por Pe. Zezinho, responde muito bem à pergunta “O que é preciso para ser feliz?”, pois felicidade e realização pessoal têm a ver com projeto de vida e com vida colocada a serviço.

A vocação à Vida Religiosa é, essencialmente, o que a canção acima expressa: é reproduzir, como opção de vida, a forma de viver de Jesus.

Ter como forma de vida o seguimento de Jesus, através de um carisma institucional, requer profunda doação e grande generosidade. Afinal, seguir os passos de Jesus obriga a repensar o “eu”. É preciso abrir mão de gostos pessoais, estar a serviço e encantar-se sempre, e de novo, pela proposta Evangélica.

O carisma da Congregação das Irmãs de Notre Dame, que se traduz em uma profunda experiência da bondade de Deus e do seu amor providente, oferece os elementos necessários e fundamentais para o seguimento de Jesus, como fui percebendo, ao ingressar na Congregação. Foi a partir dessa atitude que fui encontrando respostas às buscas, aos anseios, aos apelos e às inquietações provindas do desejo de fazer algo mais pelo Reino de Deus.

Por isso, mesmo que cantar e tocar piano sempre tenham feito parte da minha caminhada, foi após o término do magistério e do período de formação para a Vida Religiosa Consagrada que me empenhei no estudo e no aprofundamento no campo da música. Afinal, ensinar as crianças, os adolescentes e os jovens a cantar e a tocar piano fez parte da missão, como forma de propagar a Palavra de Deus. Trata-se do Ministério da Música: um serviço que exige generosidade e doação.