Testemunho – Ir. Terezinha Klein

Sou Irmã Terezinha Maria Klein. Neste ano de 2022, tenho a alegria de ter completado 43 anos de Vida consagrada na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, mais conhecida como Irmãs de Notre Dame.
Do seio familiar trago a herança dos valores cristãos, especialmente a fé, o espírito de luta, a coragem e o desejo de colocar-me a serviço.
Por muitos anos, dediquei-me ao serviço da educação por acreditar que educar é colocar a criança, o adolescente, o jovem no caminho do bem, como nos ensina nossa Mãe Espiritual, Santa Júlia Billiart. Sempre foi minha convicção que com a educação é possível transformar a sociedade.
Atualmente dedico-me à formação humana de jovens que desejam seguir Jesus Cristo na Vida Religiosa Consagrada e de jovens que se preparam para o ministério sacerdotal. Pois, “viver como discípulo significa descobrir a plenitude de si mesmo, da realidade do mundo a partir da realidade divina”.
Como psicóloga clínica, no atendimento psicoterápico, de forma online e presencial, ofereço-me como instrumento para o autoconhecimento, integração da história pessoal, a cura das feridas emocionais, a potencialização dos dons para que a pessoa possa viver feliz a partir da sua essência, encontrando sentido em tudo que vive e realiza.
Desde minha adolescência, até hoje faço a experiência do Profeta Jeremias 20,7. Porque o Senhor me seduziu, me envolveu com sua ternura, a Ele me entreguei e continuo sua missão, num processo sinodal como nos pede o Papa Francisco.

Irmã Amélia Maria Weschenfelder

           Sou Ir. Amélia Maria Weschenfelder natural de Selbach, RS. Sou a oitava de doze filhos de Catharina Maldaner e Alfonso Weschenfelder. Nasci em 18 de julho de 1940.Como surgiu minha vocação? Apreciei sempre a vida das Irmãs por sua atuação na Catequese, sua ajuda na Igreja e sua missão como professoras. Também tenho uma irmã religiosa, Ir. Maria Odete, que sempre admirei muito. No mês de outubro, rezávamos cada dia na Escola, uma dezena do terço diante de um altarzinho de Nossa Senhora. Foi numa destas oportunidades em que, aos 8 anos de idade, senti o chamado de ser Irmã Religiosa.

          Quando falei deste meu segredo à minha mãe, ela me disse: Está bem, minha filha e me perguntou: Amélia, você gosta de rezar? Sim, mãe, eu gosto. E a resposta da mãe: “Então você pode ser Irmã”.

          Aos 12 anos, fui para o Juvenato, em Passo Fundo, onde continuei meus estudos. Aos 16 anos decidi ingressar na Congregação das Irmãs de Notre Dame. Ao despedir-me da família, meu pai disse: “O bom Deus chama a Amélia. Deixam ela ir”. Esta palavra sábia do meu pai foi muitas vezes força para minha vocação. O desejo de ser Religiosa foi tão forte que superei a dor da despedida da família e segui com alegria minha vocação.

          Comecei então, em 1957, minha preparação intensiva para a Vida Religiosa. Em 1960 fiz minha Consagração Religiosa proferindo os votos de Castidade, Pobreza e Obediência. Com esta Consagração me comprometi a viver radicalmente a vocação religiosa, dedicando-me totalmente a Deus e ao serviço do povo.

         Trabalhei três anos em Roma, na Sede Geral da Congregação, como Secretária, sendo tradutora do alemão, inglês e italiano. Ao retornar ao Brasil, prestei Vestibular para o Curso de Letras, na Universidade de Passo Fundo. Continuei os estudos na UNB (Universidade de Brasília), formando-me em Letras, com especialização em Português e Inglês. Também fiz o Curso de Administração e Supervisão Escolar. Formei-me em Teologia pela PUC de Porto Alegre e fiz especialização em Espiritualidade em São Paulo.

           Exerci a função de Diretora nos Colégios Notre Dame de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, onde também fui Presidente da Faculdade Notre Dame. Durante 6 anos, fui Coordenadora das Escolas Notre Dame do Brasil. Até o ano 2000, me dediquei à educação, trabalho que amei muito, lembrando a palavra de Santa Júlia: “Educar é entre as obras divinas a mais divina”.

          Outra Missão que sempre me encantou e continua encantando é a Orientação de Retiros Espirituais, tanto para leigos como para Religiosas, pois vejo que são ótimas oportunidades para o seguimento mais radical de Jesus Cristo.
A partir do ano 2000, estou envolvida mais diretamente na Evangelização, seja na Paróquia, em rádios, seja onde sou solicitada a dar Cursos e Palestras na linha de Relações Humanas, Espiritualidade e Bíblia.

         Desde 2001, coordeno os Grupos de Santa Júlia em todo o Brasil, grupos estes que comungam o Carisma da Congregação: Fazer uma profunda experiência que Deus é muito bom. Vivenciam o lema de Santa Júlia: Oh! Quanto é bom o Bom Deus. E, a seu exemplo, procuram tornar o Bom Deus sempre mais conhecido e amado.

Oh! Quanto é bom o bom Deus!
Deus foi sempre muito bom para comigo!

           Deus foi bom em me fazer nascer e pertencer à família Weschenfelder, onde aprendi a vivência dos verdadeiros valores cristãos.

        Deus foi bom para comigo, chamando-me à Congregação das Irmãs de Notre Dame, que me ofereceu tantas oportunidades de formação para poder cumprir com fidelidade meu chamado de vivenciar o Carisma da Bondade de Santa Júlia.

          Deus foi bom para comigo, por poder “Torná-lo conhecido e amado” em tantas cidades, escolas e paróquias por onde passei.

         Obrigada ao bom Deus, à Família, à Congregação Notre Dame e ao povo com quem tive a bênção de conviver e trabalhar!

SOU MUITO FELIZ POR SER IRMÃ DE NOTRE DAME!

         Você, jovem, não quer ser também seguidora de Jesus, como Irmã de Notre Dame? Venha! Veja! Experimente! Vale a pena!

                       Ir. Amélia Maria Weschenfelder

Irmã Maria Heloísa Helena Bento

Sou Irmã Maria Heloísa Helena, natural de Duque de Caxias – RJ. Meu despertar vocacional ocorreu no diálogo com o próprio Cristo, quando percebi que eu poderia dar para ele muito mais do que aquilo que eu estava dando, pois comecei a ver os andarilhos, os miseráveis que passavam pelas ruas, e comecei a sentir a sua dor. Afinal, “Tudo aquilo que fizerdes a um desses meus pequeninos é a mim que estarás fazendo” (Mateus 25:45).

Minha sensibilização para a questão do próximo se deu numa comunidade de leigos, onde morávamos com ex-moradores de rua. Lá, Deus se fazia amar na pessoa do próximo.

Conheci as Irmãs de Notre Dame através de uma entrevista radiofônica, da qual participava uma religiosa. Ela falava sobre o trabalho que desenvolveu na favela do Cantagalo. Naquele momento, vi a possibilidade de alimentar aquele Cristo que também tinha fome. Logo que pude, entrei no site da Congregação e escrevi para a equipe vocacional.

Pertencer a esta Congregação é a oportunidade que Deus está me dando de ser a providência na vida de tantas pessoas, ser aquela que leva o Cristo a tantos que necessitam da sua presença, pois, com as Irmãs de Notre Dame, pude conhecer favelas e fazendas terapêuticas, pude entrar em contato com os adolescentes católicos, o povo indígena, as presidiárias…

Sou muito grata ao bom Deus por confiar a mim a missão tão honrosa de servi-Lo.

Irmã Maria Lenice Rebelato

Sou Irmã Maria Lenice Rebelato, natural de Ibirubá – RS. Aos 13 anos, após ter lido histórias de pessoas que seguiram Jesus, ajudando o próximo, comecei a pensar em ser Irmã. Falei do desejo aos meus pais. Procuramos, então, as Irmãs de Notre Dame.

No ano seguinte, iniciei minha caminhada formativa.

Quando olho para trás, vejo que o apoio e o clima familiar me ajudaram a cultivar minha vocação. Costumávamos cantar hinos marianos e isso fez com que Maria estivesse bem presente em minha vida. Além disso, as histórias bíblicas, que meu pai contava, me faziam refletir sobre o sentido da vida.

Ao colocar minha vida a serviço do Reino de Deus, como Irmã de Notre Dame, fui direcionando-me para a missão educativa. Gostava muito de dar aulas, percebia que a educação é caminho para a transformação social e entusiasmava-me ao ver as crianças e os jovens voltarem-se para o cuidado da vida, para os gestos de fraternidade.

Atualmente, meu trabalho na educação continua através da Pastoral Vocacional. Sinto-me feliz ao ver os jovens assumirem sua vocação, respondendo “Sim” ao chamado que Jesus lhes faz, pois, a cada dia, Deus se revela de forma nova e me chama a ajudar os outros a também fazerem a Sua experiência, percebendo o quanto Ele os ama. Afinal, como dizia Santa Júlia: “O bom Deus é muito bom! Ele nos agracia ao chamar-nos a Seu santo serviço”.

Irmã Maria Diva Jacoby

Sou Irmã Maria Diva Jacoby, natural de Tapera – RS. Minha história vocacional se desenrolou à medida que fui percebendo o crescente clamor de tantos irmãos pobres, necessitados de pão e de sentido de vida. Isso inquietava meu coração e, creio, era Deus quem me pedia uma resposta.

Confiando profundamente em Deus, aos 19 anos, iniciei minha caminhada vocacional. Foi através da oração, do estudo e da vivência, que minha opção se fortificou e assumi as exigências e as alegrias da Vida Religiosa, feliz por buscar somente o que me une a Cristo, para, com Ele, colocar-me a serviço do seu Reino.

Na forte expressão de nosso carisma, quero anunciar que outro mundo é possível, através do trabalho e da missão que realizo na educação, juntamente às Irmãs de minha comunidade religiosa. Na Pastoral Escolar e na Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), através dos momentos celebrativos, nutrimos a vida espiritual da comunidade escolar, tornando viva a presença e a ação de Cristo na escola, viabilizando a relação pessoal com Deus, a relação das pessoas entre si e a relação da escola com a sociedade, tornando-a um espaço de vivência de valores.

Irmã Maria Liana Freitas

Sou Irmã Maria Liana Freitas, nasci em Rio Branco – AC e constatei que o trilhar vocacional não se faz sozinho. Há muitos elementos que marcaram minha decisão vocacional, como a família, a comunidade paroquial e a realidade social que me cercava. Por meio deles, Deus foi me inquietando, me chamando.

No âmbito familiar, ressalto o apoio e o incentivo de minha querida mãe, uma mulher de profunda fé e grande cultivadora da espiritualidade, através da oração e do aprofundamento bíblico. Foi essa dimensão que me fez compreender o sentido de pertencer a uma comunidade paroquial, onde atuei nas Pastorais Litúrgica, Catequética, da Criança e da Juventude. Foi na paróquia que tive oportunidade de conhecer o trabalho das Irmãs de Notre Dame.

Chamava-me a atenção o testemunho daquelas que deixaram suas terras para, no interior da Amazônia, realizar sua missão e doar sua vida. O despertar para a Vida Religiosa Consagrada, portanto, deu-se no contato direto com as irmãs, especialmente nos encontros vocacionais.

O questionamento direto de algumas Irmãs, bem como o incentivo da minha família e de pessoas da comunidade, foi traduzindo o chamado de Deus em minha vida. As primeiras respostas foram negativas, pois, desde a adolescência, meus planos já estavam traçados. Queria fazer faculdade, ter minha casa, meus filhos, alcançar uma posição social melhor. Mas a pergunta “Você já pensou em ser Irmã?” foi me inquietando e Deus foi mudando os meus planos.

Frente ao Seu chamado, busquei a luz do Cristo-Eucarístico e, diante do pequeno sacrário da capela de minha paróquia, supliquei a Deus que me mostrasse o caminho e, interiormente, vivenciei a experiência que marcou minha caminhada: a experiência da Sua presença envolvente e impulsionadora.

Então, lancei-me ao seguimento de Jesus.

No caminhar vocacional, nem tudo foi claro. Tive medo, resisti, mas busquei força, sustento e respostas na Palavra de Deus, na oração, na Eucaristia e nos acontecimentos cotidianos que foram me revelando a vontade divina. Assim fui descobrindo, aceitando e vivendo minha vocação.

A Congregação possibilitou minha formação espiritual, além do preparo para a missão, como Assistente Social. É junto ao povo mais sofrido que reconheço as feições de Cristo. Isso me motiva a doar minha vida através desse serviço. Sinto-me feliz e realizada em minha vocação e em minha profissão, ciente de que, a cada dia, é necessário renovar o “sim”, como o fez Maria.

Irmã Maria Cristina Farias

Sou Irmã Maria Cristina Farias, natural de Tarauacá – AC. Em todo o meu processo de decisão vocacional e formação religiosa, tive como frase-força a passagem bíblica “Eu Sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Afinal, ser Irmã de Notre Dame é um desafio constante, pois viver o carisma da “Bondade de Deus e de seu Amor Providente” e a consagração à vida religiosa é estar aberta a uma vida de oração, de atuação comunitária, de missão.

Para mim, é uma alegria partilhar a certeza da minha caminhada no seguimento a Jesus. Não tenho medo de trilhá-la e, nela, ter presente meu testemunho de vida, de sensibilidade e de escuta, enquanto desenvolvo meus dons, fiel aos intensos apelos da Igreja e de tantos irmãos e irmãs que necessitam de testemunho e ajuda.

Sou formada em Serviço Social e trabalho em projetos sociais voltados a crianças e adolescentes.

Irmã Maria Lory Inês Rockembach

Sou Irmã Maria Lory Inês. Tive a graça de nascer e crescer numa família que cultivava a fé, o diálogo, a solidariedade e a oração. Foi na família que aprendi a respeitar e valorizar os outros, praticar a justiça e viver honestamente. Já na adolescência, dei catequese, participei do coral da igreja, do grupo de jovens e do grupo responsável pela liturgia dominical. A curiosidade para aprender sempre me acompanhou, incluindo o interesse por assuntos religiosos.

Conhecendo melhor as Irmãs de Nossa Senhora (Notre Dame) e a Vida Religiosa Consagrada, decidi que este seria também o meu jeito de seguir a Jesus e trabalhar para o Reino de Deus. Era o Senhor que me chamava para ser sua discípula!

Após concluir todas as etapas de formação, fiz os votos de pobreza, castidade e obediência e comecei a fazer parte do grupo de religiosas que se sentem Enviadas a encarnar o amor do bom e providente Deus”.

Em mais de 30 anos como Irmã de Notre Dame, dediquei-me a diversos apostolados: professora, catequista, formadora dos novos membros da Congregação, contadora e, atualmente, sou tradutora e intérprete e moro em Roma.

Irmã Maria Claudinéia Farias da Cunha

Sou natural de Ecoporanga – ES. Quando ainda era pequena, meus pais foram para o Estado do Acre, onde cresci e, mais tarde, conheci as Irmãs de Notre Dame.

Filha de família católica, aprendi, desde cedo, a cultivar a fé e os valores cristãos. Mesmo assim, quando senti meu primeiro chamado, aos sete anos, não o compreendi. Mas, crescendo na fé, realizando os sacramentos, me fortaleci e para, mais adiante, dar uma resposta generosa.

No ano de 2004, recebi o convite para participar dos encontros vocacionais. Participei durante um ano e, animada pelo carisma que pressupõe a “experiência da bondade e do amor providente de Deus’’ e pela forma como as Irmãs o vivenciavam, pus-me a perseguir o ideal de seguir Jesus Cristo mais de perto.

Em 2006, iniciei minha caminhada formativa. Hoje, estou no terceiro ano do Juniorato – a última etapa antes dos Votos Perpétuos – e a frase bíblica “Não tenha medo, pois estou com você” (Isaías 41:10) me dá a certeza de que aquele que me chamou caminha comigo, em todos os momentos.

Irmã Maria Marilene Rodrigues

Sou Irmã Maria Marilene Rodrigues, natural de Tarauacá – AC. Motivada pelo Carisma e pela Missão das Irmãs de Notre Dame, fui descobrindo, aos poucos, que Deus me chamava para fazer parte dessa família religiosa.

Iniciei meu processo vocacional na minha cidade de origem, participando dos encontros vocacionais e atuando na Pastoral da Criança e da Liturgia. Durante eles, percebi o clamor e as necessidades de tantos irmãos, enquanto sentia as inquietações do coração e os apelos de Deus. Então, decidi ir para a Casa de Formação – localizada na capital, Rio Branco.

Após dois anos de convivência com as Irmãs e colegas de grupo, fui desafiada a continuar a minha caminhada vocacional no Rio Grande do Sul. Lá, tive a oportunidade de realizar o Curso Técnico em Enfermagem e a Graduação em Enfermagem, além de cursos de formação pessoal e teológica.

Hoje, atuo como enfermeira e procuro cuidar da vida, em todas as suas dimensões, como pressupõe a frase-força que me acompanha na missão: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10). Afinal, é através da vida comunitária e da dedicação aos irmãos doentes, aos seus familiares e aos colegas de trabalho que, a cada dia, procuro vivenciar o amor de Cristo. Para isso, busco força e coragem na Palavra de Deus e na Eucaristia, na oração do terço e no encontro comigo mesma, com Deus e com os irmãos.